terça-feira, 23 de junho de 2009

Os Haoles do Tour


Eles são aqueles caras que quase ninguém lembra, as zebras que pagam 10 pra 1 nas mesas de apostas, e se você escutar falar deles antes de alguma etapa, certamente não será pelo surf. Mas calma molecada, quem é Top45 é Top45, peraí né. Vamos concordar que estar na elite do surf não é para qualquer um. Tem que quebrar. Só que ao contrário de outros esportes como a F1, onde o motor, a equipe e outros detalhes influenciam bastante em uma corrida, na competição o surfista depende só dele para chegar, afinal, quiver todos têm de alta qualidade.

Esse comparativo fez minha cabeça imaginar o Barrichelo surfista. Mesmo com uma nave sobre os pés, era capaz de atropelar um mergulhão ou se afogar com a cordinha do lesh.

Brincadeiras a parte, vamos ao que interessa. Amargando a lanterna com três péssimos resultados, 33° em cada etapa, Nathaniel Curran(USA) e Michael Picon(FRA) vem a Vila para o quase tudo ou nada. O americano que ganhou o WQS ano passado prometia mais. Faltou experiência, mas surf ele tem de sobra. Não deve ir longe no Brasil. Já o francês praticante de Jiu-Jitsu, está em sua 3° temporada na elite e não empolga muito. Com um surf pra lá de meia boca, o cara até que manda bem nos tubos, e só.

Passando apenas 1 bateria nas 3 primeiras etapas, vem uma turma que também não motiva ninguém, nem mesmo o escritor desta coluna. Marlon Lipke(GER), que estréia no tour, não fez nem vai fazer nada este ano, só figurar. O veterano Greg Emslie(ZAF) com seu surf pra lá de feio, só deve conseguir algum resultado na próxima etapa em Jeffreys Bay e olhe lá, onde conhece bem o pico. Nic Muscroft(AUS) é outra incógnita, o australiano tem uma surf moderno, com boas cavadas, atacando sempre o lip e vem de bons resultados no WQS, mas até agora nada. Pode surpreender. Direto do Thaiti e mestre em tubos, Michel Bourez(PYF) também estréia no tour e não vai encontrar ondas que são sua especialidade. Senão remar muito, fica logo de cara. Aloha, e aparece Roy Powers(HAW), representante do berço do surf, o Hawaii. Esse maluco já conseguiu bons resultados no WCT, passou baterias difíceis e não é nenhum novato. Rodo o tubo, o cara quebra. Mas na Vila, pelo tipo de onda, não deve ir muito longe. Outro que começou mal a temporada, mas tem um surf competitivo é o Aussie Ben Dunn(AUS), que com cavadas fortes e conhecedor da onda da Vila, pois já fez bons resultados aqui, vem para se recuperar na temporada. Da lista dos Haoles é quem pode conseguir melhor resultado. E para finalizar, ele, o cara que leva o espírito vagabundo e drogado do Surf ao pé da letra, Chris Ward(USA). Esse americano é uma figura. O maluco tem um puta talento, se jogou cedo de cabeça no álcool e teve que dar um tempo, depois conseguiu bons resultados e pelo que fez ano passado(14° no ranking), mudou um pouco de atitude. Mas nesse ano, ainda tá devendo. Não vem a passeio, a não ser que caia na noite, como vários sempre fazem. Jordy Smith que o diga.

Agora que você já sabe quem são os atuais Haoles do Top45, faça sua aposta em alguns deles ou espere pela próxima turma, que não é lá grande coisa, mas já deu uma cutuca em alguns tops este ano.

2 comentários:

  1. pOO, show o blog ein, escrito com palavras que nos "amadores" do surf (quem AMA o surf)fica de cabeça feita, rsrsrs

    E a Vila vai fica pequena,
    Será que nos vamos ter o verde e amarelo, no podio???
    mineirinho ou jihad??

    Abraçooo irmão

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  2. Olha que o Heitor pode encomodar eim..

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