segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Errar é somente humano?

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Todos que me conhecem sabem que nunca fui muito adepto à tecnologia. Seus inúmeros benefícios se comparados aos malefícios, parecem mais formigas diante de elefantes. É uma luta desigual na cabeça das pessoas, que doutrinadas pela ignorância, seguem influenciadas por pequenos grupos que criam rotinas, formam gerações e inibem a genialidade. Uma guerra perdida que nos roubou os ex-futuros Marleys, Lennons, Guevaras, Nietzsches, Burroughs, Da Vincis, e tantos outros que afloram o ápice cerebral.

Perdemos a arte da rua para os jogos virtuais. Ganhamos bens descartáveis no lugar dos mais duráveis, a magia de um encontro casual por palavras pré-prontas no Orkut, e tantos outros vagões que deixam este trem cada vez mais feio e sem graça.

Em contrapartida a isso, a tecnologia voltada para o surf é utilizada de forma quase sempre inteligente por nós, surfistas. Pois a transformamos em uma veia, e não no coração, que será sempre o surf.

A maior de todas as vitórias considero a previsão. Sol, chuva, ondulação, vento, período, não importa. Você já sai de casa com um planejamento certo, a prancha certa, e sabendo qual o pico certo. Fantástico. Útil. Inteligente. Será?

Sábado sai chutando a água após uma session que marcava vento terral, com intensidade fraquíssima e um tamanho totalmente oposto ao que encontrei. Tudo errado. Achei que estava louco. Em certo momento no outside, brinquei com um brother, - vimos à previsão para Gold Cost, só pode.

No fim do dia, corri para internet e confirmei o erro da previsão. Analisei que a ondulação baixaria ainda mais para o domingo (como ainda marcava hoje pela manhã), com um vento nordeste forte, e resolvi esticar na noite. Ao acordar, 10 am, percebi que o vento era quase zero. Peguei minha 6,0´ e fui me jogar nas merrécas na frente de casa. Para meu espanto, ao chegar, me deparei com um mar gigante. As séries chegavam aos 8 pés nas maiores, os tubos rodavam secos, a textura perfeita, o crowd era intenso, adrenalina pura. Tava de sonho.

Eu? Achei que estava realmente louco, não entendi nada, esfreguei os olhos 5 vezes, me joguei de pranchinha mesmo e fiz a cabeça. Mas e no próximo, será a tecnologia minha inimiga novamente?

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