segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Uma escola de surf chamada Austrália


Pelé foi e sempre será o grande nome do futebol mundial. Mas há quem diga, e não são poucos, que ele não foi o homem que melhor soube brincar com a bola. Maradona, Garrincha, Zico, Platini, Beckenbauer, Romário, Cruyff, Di Stéfano, Zidane e até Ronaldinho Gaúcho, no auge de sua carreira, trataram de colocar este ponto de interrogação na cabeça de todos.

Em contrapartida, de uma coisa ninguém duvida, o Brasil teve e tem a melhor escola da história do futebol. 58, 62, 70, 94, 02 e, junto às máquinas de 82 e 86, mesmo sem os títulos mundiais, encantaram o mundo pelo conjunto da obra, por reunir tantos craques, tantos gênios; homens que traduziam talento no mais puro futebol arte.

No surf, a unanimidade em relação a Slater é infinitamente superior a de Pelé no futebol. São poucos os que ousam dizer que existiram surfistas melhores que o careca da Flórida. Mas também são poucos, os que questionam que a escola americana foi a que mais revelou talentos ao mundo. Tom Curren, Tom Carroll, Jeff Clark, Laird Hamilton, e tantos outros não citados, formaram em suas épocas, esquadrões imbatíveis.

Mas note em meu texto, que ao contrário da seleção canarinho, o verbo só é usado no passado. Se não fosse por Slater, quem estaria representando o surf americano no mais alto nível? Reynolds, CJ, Damien, Martinez? É muito pouco para quem teve tantos nomes de peso no surf.

A escola Australiana, há anos, vem preparando e formando o futuro dream time do surf mundial. Os “Cooly Kids” ainda são a bola da vez. Mick e Parko conduzem este ônibus lotado de cangurus cheios de estilo, talento, e inspiração para os novos tripulantes que, liderados por Julian Wilson, prometem dominar os mares do mundo pelas próximas gerações.

As raízes Hawaianas e o domínio americano por décadas, assim como o resto do mundo, vêem-se refém da evolução das máquinas, que neste caso não tem o aço como matéria prima, e sim, o puro talento humano.

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