quarta-feira, 28 de julho de 2010

Existe tal lugar



Existe um lugar em que o tempo parou. Existe sim, um lugar, onde o mais importante ainda é viver. Neste lugar vivem poucas pessoas, neste lugar você caminha sem pensar no amanhã. Aquele que está nele e busca refúgio no seu relógio, é porque nele não está. E o estar, quase nunca é fazer-se presente. Estar é sentir. É feeling. As árvores são mais verdes, os animais mais alegres, seus habitantes mais tranquilos. Fogão a lenha, radinho a pilha, bicicletas no lugar de carros. Se você andar até o fim da estrada de terra, encontrará o que culmina no ápice da perfeição deste lugar: o mar. E que mar. Uma benção de Deus para quem acredita, uma benção do acaso para os mais céticos. Sinceramente, tanto faz. Este lugar não precisa de explicação, de imagens, de nada. Este lugar precisa exatamente de tudo que ele tem. Este lugar habita o coração de todos que um dia já passaram por ele. Quem nele esteve, nunca esquece. E quem nunca teve o prazer de apreciar seus encantos, ainda o procura. Deve ser por isso que seu nome lembra uma flor que representa o amor. Aqui estou eu, neste momento, neste lugar, escrevendo estas poucas palavras para sempre lembrar que, em algum cantinho do mundo existe tal lugar solitário que se esqueceu do homem e, por sorte, o homem também se esqueceu dele. Por aqui deixo as palavras, porque o que vejo agora tira completamente minha atenção. Sentimentos e sentimentos. Amém. Abençoado seja.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Deu saudades



Faz tempo que não escrevo nada, simplesmente nada, nem uma linha se quer.

Espanha campeã – com merecimentos -, quintal de casa voltando a bombar, sentimentos contraditórios dando voltas na cabeça, noites mal dormidas por bons motivos, mudanças à vista, conta bancária apertada, novas lições de Garcia Marques no visionário “Cem anos de solidão", e como sempre, lost! Dá pra notar que motivos e inspiração não faltavam, mas por alguma razão as palavras andavam distantes. E assim, sem mais nem menos, bateu uma saudades, daquelas incontroláveis, fazendo com que meus dedos não dessem trégua às teclas. Uma tal saudade que me corrói por dentro todos os dias. Saudade de tanta coisa que vivi, e de tantas outras que ainda sei que vou viver. Saudade do passado, do futuro e curiosamente, até do presente. Lembranças são como tatuagens. Vão estar lá a vida inteira, quer você queira, quer não. A saudade tornam os momentos felizes um pouco tristes, e as tristes, aceitáveis.

Darei uma pausa a pensamentos existenciais. Respostas nunca serão mais importantes que perguntas. Deixarei isto para a velhice, talvez.

E voltando a realidade, olha a bruxa solta no WCT. Dean Morrison com a cara em frangalhos na Gold Coast. A sombra dos Cooly Kids provou do próprio veneno e levou uma garrafada numa festa na coolangata, local onde nasceu. Respeite para ser respeitado, dentro ou fora de casa, senão o resultado é inevitável. Parko também fora de Jefreeys, e fora da briga pelo título. É impressão minha, ou Slater tá começando a sentir o gostinho do décimo título? Mick e Taj são os únicos que podem azedar o molho barbecue do americano. Estou curioso para ver o Jadson naquelas intermináveis direitas Africanas, aliás, não só eu, o mundo todo. Chegou a hora da verdade para a maior aposta brasileira dos últimos anos.

Faça a vida valer a pena, mesmo se o caminho for de rosas ou de espinhos, ao lado do seu cachorro ou da mulher da sua vida. Foi isso o pouco que aprendi esses anos todos.

Good Vibes! Good Waves!